17 de junho de 2011

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manoel me entorta as vistas


abaixo a cabeça

xingo e agradeço


segura meu pescoço virado pro chão parede

firme como um carinho de mãe


faça o que eu digo não faça o que eu faço

me diz dizendo o que fazer

caracol não é caraminhola

nem hospital é escola


mas uma invasão de adolescência me bate

o universo mora aqui e me amarra as mãos


e só poderão assinar quando

enterrar mãe manoel debaixo do meu colchão

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2 comentários:

Flávia Santos disse...

num tinha nem visto esse poema ! e agora gostei tanto

v. disse...

mentira!