10 de fevereiro de 2005

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acostumados a estar prestes a morrer. a cidade desabafa suas vidas sobre mim


encarar a cidade como se
fluísse o rio e não a ponte



um homem disse que um homem, do lado de fora da cidade, é um homem sem um prédio a que se ligar. deverá tentar substituí-lo por uma árvore. construímos prédios como mosaicos para justificar que estejamos perdidos. aceno de cabeça a alguns prédio que optaram por parecer que mendigam


transforma-te em fluido
para que possas cair


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2 comentários:

hugo disse...

sem prédios nem árvores.

catah disse...

O velho ar da cidade, poluindo os pulmões. O novo ar das árvores, causando estranhamento aos executivos.

Ficou bem legal! Abraço.