22 de abril de 2012


Não dá mais para escrever
do que se escreve
precisa prestar contas
serão notas, recibos e extratos
por cada palavra na superfície
do que quer que seja

e a horas de dias úteis
quanto não valeriam pro mundo
se usadas produtivamente
a mão de obra está
pela hora da morte
e estamos pobrinhos
de moeda palavra

4 comentários:

Silvério B disse...

bons poemas, muito mesmo. Se quiser conferir os meus: http://pepinonodeserto.blogspot.com.br/

Até mais,

Rhangel Ribeiro disse...

Sr. V, tomei conhecimento da existência do seu blog graças ao dossiê da Revista Cult sobre poesia (encontrei a revista em um SEBO aqui em Curitiba) tenho visitado seu blog com frequência desde então e saiba o senhor que tem minha admiração, principalmente por usar o "v" ao invés do nome.
Seus poemas são muito fodas!!

(Eu não sou nenhum especialista em literatura... mas ficaria satisfeito se um critico desse a seguinte opinião sobre meus poemas)>> "Seus poemas tão foda!"
Continue escrevendo !!

v. disse...

gente, estou chocada que alguém entre aqui... mas agradeço muito. ;)
quem sabe eu consigo voltar a escrever, um dia aí.

Silvério B. disse...

entro sempre e vou continuar entrando. e vou esperar pelo próximo poema, relendo os antigos...