29 de maio de 2006

--


o bonito é o silêncio que diz
dizem

tentativa
eu
de calar pra dizer mais

mas repito
mais repito
enquanto sinto

até "repito" ser

letras feias
e sem sentido

"eu páro quando quiser"
de você
que então é de mim

(não consegue brincar de cara séria
[comigo)
ri à toa]

--

10 comentários:

mayná quintana disse...

digo, e repito que gosto muito disso. e do tom que até mudou - parece que mudou.


(quanto ao meu lá, preciso de coragem. no momento, a vontade é de só escrever leve e invisível)

pablo araujo disse...

vanessa, vou te ligar então dia 2, vê se não some com o telefone de novo, hein? rs

até

V. disse...

De um caderno velho (veio-me à cabeça logo que li o teu belíssimo poema):

"Fico surpreso quando uma mulher diz sim
Isso porque espera-se da mulher o charme
E nada dissipa mais o charme que um sim
O charme não precisa ser não
Duro, espalmado, individido,
E geralmente é indiferença,
E ser indiferente é não dizer sim;
Há as que sabem fazer isso naturalmente."

dada tida disse...

gosto.

reflexoes depois disse...

será mesmo assim?
Um beijo e gostei daqui!

Anônimo disse...

Quero você me lendo. Quero você poético. Quero você poeticamente - sempre - correto. http://spaces.msn.com/karvelbrazil
Julio Carvalho

V. disse...

e agora? como e agora?
eu não sei quanto a ti, mas... eu prefiro morrer doente de poesia do que de prédio. doente de poesia do que de câncer. doente de poesia do que de volante. doente... do que calado.
(e neurótico, chato, corcunda, bêbado, caturra, etc)
e digo mais.
aposto que tu vens junto.

V. disse...

minha chará.

Julio Carvalho disse...

Conheço-te por ler-te e não por devorar-te. Somos esfinges...

reflexoes depois disse...

PASSANDO PARA UM OIZINHO